quinta-feira, 28 de junho de 2018
quarta-feira, 13 de junho de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Úlceras por Pressão - prevenção e tratamento
“escaras"ou "chagas"
Úlceras de Pressão, úlceras de decúbito, conhecidas popularmente como “escaras"ou "chagas"
São provocadas por pressão local permanente, geralmente nas proeminências ósseas resultando em danos nos tecidos subcutâneo, músculos, articulações e ossos, causando a morte dos tecidos (necrose). Estas feridas podem surgir em qualquer idade e em qualquer parte do corpo onde haja saliencias ósseas. Aparecem mais vezes na região do cóccix e nos calcanhares. Mas podem aparecer em outros locais conforme a posição em que se esteja por muito tempo, cabeça,ombros, cotovelos, ancas, cóccix e calcanhares. Uma escara pode aparecer em poucos dias e progredir rapidamente, mas para cicatrizar pode levar meses. A principal complicação da escara é a infecção que inicialmente é local podendo disseminar-se. Outra complicação é a infecção óssea (osteomielite uma inflamação e consequente
infecção óssea, geralmente causada pelo Staphylococcus aureus, que pode ser aguda ou crônica).
FASES DE EVOLUÇÃO DA ESCARA
- Eritema (vermelhidão);
- Edema (inchaço);
- Isquemia (irrigação sanguínea deficiente);
- Necrose (morte dos tecidos).
- Eritema (vermelhidão);
- Edema (inchaço);
- Isquemia (irrigação sanguínea deficiente);
- Necrose (morte dos tecidos).



Frequência ou PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE ESCARAS
-Limitação dos movimentos;
- Estados nutricionais debilitados (dificuldade em comer e beber)
- Nível de consciência comprometido;
- Perda da sensibilidade tátil e/ou térmica;
- Umidade (paciente muito tempo molhado por suor, urina e fezes); incontinencia
- Falta de asseio;
- Excesso de calor ou frio.
- Estados nutricionais debilitados (dificuldade em comer e beber)
- Nível de consciência comprometido;
- Perda da sensibilidade tátil e/ou térmica;
- Umidade (paciente muito tempo molhado por suor, urina e fezes); incontinencia
- Falta de asseio;
- Excesso de calor ou frio.
-Mais de 60 anos
-Excesso de peso ou magreza
-Diabéticos e sedentários
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
- Usar protetores de espuma (caixa do ovo), rolos e almofadas nas áreas de maior risco;
- Colchões de ar, gel ou de alpiste apóiam o corpo de forma correta, ajustando-o com perfeição em toda a sua extensão, sem causar pressão excessiva;
- Usar protetores de espuma (caixa do ovo), rolos e almofadas nas áreas de maior risco;
- Colchões de ar, gel ou de alpiste apóiam o corpo de forma correta, ajustando-o com perfeição em toda a sua extensão, sem causar pressão excessiva;
Manter sempre uma higiene adequada eliminando qualquer vestígio de suor ,urina ou fezes
-Aplicar pomada protetora nas regiões mais húmidas para proteger a pele
- Manter a pele hidratada na medida certa, fazendo massagens suaves com fazendo uso de cremes hidratantes nas áreas do corpo que sofrem maior pressão, pois são confortantes , activam a circulação e evita que a pele seque não adeixando húmida demais como pode ocorrer em áreas de uso de fralda, trocando-a com frequência
- Manter o paciente fora do leito sempre que possível; mexer com frequência os braços as pernas e o corpo
- Evitar superposição dos membros do paciente;
- Mudar o paciente de posição constantemente (de 2 em 2 horas) , ajude-o a mudar de posição virando-o ora para um lado ora para o outro, de costas ou de barriga para baixo
- Manter a cama sempre limpa, seca e os lençóis bem esticados e livres de migalhas;
- Retirar imediatamente qualquer roupa húmida;
- Proteger a pele com película transparente, hidrocolóides etc. onde haja pressão das saliências ósseas e/ou contato com aparelhos gessados ou mecânicos;
- Zelar pela higiene pessoal do paciente;
- Fazer massagem com vaselina, óleo ou creme à base de camomila, ácidos graxos essenciais (AGE), óxido de zinco etc;
- Executar movimentos passivos nos membros do paciente;
- Cuidar do estado geral do paciente, oferecendo-lhe alimentos ricos em proteínas, sais minerais e vitaminas.
- Manter o paciente fora do leito sempre que possível; mexer com frequência os braços as pernas e o corpo
- Evitar superposição dos membros do paciente;
- Mudar o paciente de posição constantemente (de 2 em 2 horas) , ajude-o a mudar de posição virando-o ora para um lado ora para o outro, de costas ou de barriga para baixo
- Manter a cama sempre limpa, seca e os lençóis bem esticados e livres de migalhas;
- Retirar imediatamente qualquer roupa húmida;
- Proteger a pele com película transparente, hidrocolóides etc. onde haja pressão das saliências ósseas e/ou contato com aparelhos gessados ou mecânicos;
- Zelar pela higiene pessoal do paciente;
- Fazer massagem com vaselina, óleo ou creme à base de camomila, ácidos graxos essenciais (AGE), óxido de zinco etc;
- Executar movimentos passivos nos membros do paciente;
- Cuidar do estado geral do paciente, oferecendo-lhe alimentos ricos em proteínas, sais minerais e vitaminas.
-As pessoas devem ser estimuladas a fazerem movimentos
As Úlceras varicosas surgem devido a insuficiência venosa nas pernas próximo do tornozelo.
As ulceras varicosas podem ter tamanho variável e a pele apresenta-se com pigmentação ocre, endurecida e arroxeada são difíceis de tratar devendo ser encaradas como um problema crónico , pois mesmo quando aparentam ter cicatrizado podem rescindir.
As varizes das pernas resultam de problemas nas válvulas das veias responsáveis pelo retorno venoso- Acções preventivas de varizes:
-Manter um índice de massa muscular dentro dos valores normais
-Evitar longos períodos de pé e parado – se tiver de ser alterne os pés, ora em cima de um ora em cima de outro.
-Fazer exercicio com regularidade ,caminhar, nadar, andar de bicicleta.
-Descarnsar as pernas se possível massaJar as pernas começando pelos pés.
-Evitar exposição direta solar ,mas smpre que possível caminhar a beira mar e nadar.
-Não tomar banho com água quente e evitar as saunas . passar o duche frio nas pernas.
-Evitar saltos altos.
-Dormir com as pernas elevadas . NO tratamento das flebites ou úlceras varicosas, colocar as pernas num plano mais elevado que o resto do corpo por períodos prolongados ao longo do dia.
-Promover cuidados das úlceras com limpeza,desinfeção e ajudas á regeneraçao e cicatrização de feridas, conforme o conselho médico.
Uma alimentação rica em proteína ajuda na cicatrização da pele e na prevenção das lesões, assim como a movimentação, já que promove uma circulação. Portanto, é necessário estimular a deambulação.
Uma vermelhidão que não desaparece é o primeiro sinal de uma escara, se o paciente tiver zonas de pele vermelha, mas sem feridas, ponha-lhe uma pomada de preferência com vitamina A e faça uma massagem suave com a pontas dos dedos. Usar uma almofada para diminuir a pressão do corpo sobre a cadeira ou cama. as pessoas que cuidam devem colocar almofadas nas zonas mais expostas e manter o paciente numa posição que se sinta cómodo
É MELHOR ESTAR SEMI-SENTADO SE TIVER QUE FICAR MAIS DE 2 HORAS NA MESMA POSIÇÃO POIS O PESO DO CORPO É MELHOR DISTRIBUIDO
- Caso o curativo seja realizado no momento do banho, utilizar sabonete liquido anti-séptico, cuidando para não deixar resíduos;
- Fazer o curativo usando o produto indicado embebendo a compressa cpm o produto de desinfecção aconselhado pelo médico (papaina, hidrogel, AGE etc)
- Fazer um curativo secundário com: 2 A 3 compressas ou gazes (de preferência não aderentes), absorventes femininos, atadura de crepe etc;
- Retirar a luva e lavar as mãos;
- Deixar o paciente bem acomodado e confortável, evitando posição que comprima a área da lesão;
- Fazer mudanças de decúbitos para evitar complicações nas escaras existentes, e prevenir o surgimento de outras;
- Trocar o curativo sempre que necessário.
SE AS FERIDAS COMEÇAREM A DEITAR PUS OU FICAREM ESCURAS CONTATE O MÉDICO IMEDIATAMENTE.
ALIMENTOS BEBA LEITE E COMA PRODUTOS Á BASE DE LEITE QUEIJO IOGURTE.. COMA LEITE, PEIXE, CARNE,GELATINA.
BEBA PELO MENOS LITRO E MEIO DE LIQUIDOS ÁGUA SUMO CHÁ OS LIQUIDOS HIDRATAM A PELE TORNANDO MAIS RESISTENTE ÀS FERIDAS.
RESPEITE SEMPRE AS INDICAÇÕES DO MÉDICO
MEDIDAS TERAPÊUTICAS
A manipulação de doentes portadores de escaras de decúbito exige cuidados especiais, não apenas da enfermagem, como também dos familiares.
A manipulação de doentes portadores de escaras de decúbito exige cuidados especiais, não apenas da enfermagem, como também dos familiares.
- Caso o procedimento esteja sendo feito em domicilio, solicitar orientação do médico sobre a evolução do quadro;
- Observar sistematicamente o aspecto externo do curativo quando das mudanças de decúbitos;
- Na presença excessiva de secreção, proceder à troca do curativo, independentemente de estar no horário para trocá-lo.
- Observar sistematicamente o aspecto externo do curativo quando das mudanças de decúbitos;
- Na presença excessiva de secreção, proceder à troca do curativo, independentemente de estar no horário para trocá-lo.
COMO FAZER O CURATIVO OU PENS0:
Usar COMPRESSAS ESTERILIZADAS PRUDUTOS ADEQUADOS Á LIMPEZA E ADESIVO ANTI -ALERGICO
- Lavar as mãos em água corrente;
- Usar detergente anti-séptico e/ou sabão neutro;
- Calçar luvas de procedimento;
- Remover o adesivo do curativo anterior com óleos e/ou cremes hidratantes, tomando cuidado para soltar os pelos aderidos e observar reações alérgicas;
- Fazer a anti-sepsia da ferida com gaze embebida em soro fisiológico (se possível, morno), fazendo movimentos de dentro para fora (nunca fazer movimento no sentido de fora para dentro da ferida, o que poderá contaminá-la ainda mais);
- Com outra gaze seca, remover as secreções e os restos de tecido necrosado;
- Descartar a gaze após uso;
- Lavar as mãos em água corrente;
- Usar detergente anti-séptico e/ou sabão neutro;
- Calçar luvas de procedimento;
- Remover o adesivo do curativo anterior com óleos e/ou cremes hidratantes, tomando cuidado para soltar os pelos aderidos e observar reações alérgicas;
- Fazer a anti-sepsia da ferida com gaze embebida em soro fisiológico (se possível, morno), fazendo movimentos de dentro para fora (nunca fazer movimento no sentido de fora para dentro da ferida, o que poderá contaminá-la ainda mais);
- Com outra gaze seca, remover as secreções e os restos de tecido necrosado;
- Descartar a gaze após uso;
- Caso o curativo seja realizado no momento do banho, utilizar sabonete liquido anti-séptico, cuidando para não deixar resíduos;
- Fazer o curativo usando o produto indicado embebendo a compressa cpm o produto de desinfecção aconselhado pelo médico (papaina, hidrogel, AGE etc)
- Fazer um curativo secundário com: 2 A 3 compressas ou gazes (de preferência não aderentes), absorventes femininos, atadura de crepe etc;
- Retirar a luva e lavar as mãos;
- Deixar o paciente bem acomodado e confortável, evitando posição que comprima a área da lesão;
- Fazer mudanças de decúbitos para evitar complicações nas escaras existentes, e prevenir o surgimento de outras;
- Trocar o curativo sempre que necessário.
SE AS FERIDAS COMEÇAREM A DEITAR PUS OU FICAREM ESCURAS CONTATE O MÉDICO IMEDIATAMENTE.
ALIMENTOS BEBA LEITE E COMA PRODUTOS Á BASE DE LEITE QUEIJO IOGURTE.. COMA LEITE, PEIXE, CARNE,GELATINA.
BEBA PELO MENOS LITRO E MEIO DE LIQUIDOS ÁGUA SUMO CHÁ OS LIQUIDOS HIDRATAM A PELE TORNANDO MAIS RESISTENTE ÀS FERIDAS.
RESPEITE SEMPRE AS INDICAÇÕES DO MÉDICO
No idoso ou doente acamado:
-Para evitar assaduras mudar a fralda sempre que se encontre suja
-Passar um pouco de água e sabão da região mais limpa para a mais suja, ou seja, da vagina/pénis para o ânus
- Pacientes que utilizam fraldas devem ter estas trocadas de 3 em 3 horas no mínimo. Outra medida muito indicada é utilizar sabonetes com ph neutro na região genital.
-Secar muito bem a pele depois de a lavar com cuidado
-Aplicar pomada protetora de oxido de zinco com vit A de forma a evitar o contato da urina e das fezes com a pele
As Úlceras varicosas surgem devido a insuficiência venosa nas pernas próximo do tornozelo.
As ulceras varicosas podem ter tamanho variável e a pele apresenta-se com pigmentação ocre, endurecida e arroxeada são difíceis de tratar devendo ser encaradas como um problema crónico , pois mesmo quando aparentam ter cicatrizado podem rescindir.
As varizes das pernas resultam de problemas nas válvulas das veias responsáveis pelo retorno venoso- Acções preventivas de varizes:
-Manter um índice de massa muscular dentro dos valores normais
-Evitar longos períodos de pé e parado – se tiver de ser alterne os pés, ora em cima de um ora em cima de outro.
-Fazer exercicio com regularidade ,caminhar, nadar, andar de bicicleta.
-Descarnsar as pernas se possível massaJar as pernas começando pelos pés.
-Evitar exposição direta solar ,mas smpre que possível caminhar a beira mar e nadar.
-Não tomar banho com água quente e evitar as saunas . passar o duche frio nas pernas.
-Evitar saltos altos.
-Dormir com as pernas elevadas . NO tratamento das flebites ou úlceras varicosas, colocar as pernas num plano mais elevado que o resto do corpo por períodos prolongados ao longo do dia.
-Promover cuidados das úlceras com limpeza,desinfeção e ajudas á regeneraçao e cicatrização de feridas, conforme o conselho médico.
APARECEU UMA ESCARA?
EVITAR SENTAR, DEITAR OU FAZER PRESSÃO SOBRE A FERIDA
CONTATE O MÉDICO.
CONTATE O MÉDICO.
FAZER O PENSO, LOGO A SEGUIR Á HIGIENE DA MANHÃ
Guia do Deficiente.com.br / Abraccia
DIRECCÃO –GERAL DE SAUDE DIVISAO DE QUALIDADE DEP. LEGAL 137950/99 ABRIL 99 / 2ª EDIÇÃO
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Apontamentos de llsr
FOTOS DO GOOGLE.
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sábado, 12 de maio de 2018
sexta-feira, 23 de março de 2018
Nervo vago - o nervo da "fome"
Congelar o vago para reduzir o apetite?
Pesquisadores da Universidade de Emory (EUA) reduziram o apetite de pacientes obesos ao “congelar” um tronco do nervo vago, que dá sinais ao corpo de que estamos com fome.
O nervo vago, também conhecido por nervo pneumogástrico e descrito na literatura como nervo X, é o 10º par dos 12 nervos cranianos que possui ação motora e sensitiva, sendo importante para a manutenção de funções vitais. É responsável pela inervação parassimpática de praticamente todos os órgãos abaixo do pescoço
Eles usam - O árgon/árgão/argão/argónio ou argônio/argon é um elemento químico, de símbolo Ar, número atômico 18 e massa atômica 40 u, encontrado no estado gasoso em temperatura ambiente. O Argônio é um asfixiante
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www.livescience.com/62095-hunger-nerve-freezing-weight-loss.html?utm_source=ls-newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=20180323-ls
quinta-feira, 22 de março de 2018
Coisas da natureza - o Meliloto ( antivitamina K) e a Luzerna (vitamina K)
Melilotus é
um género botânico pertencente à família Fabaceae ( leguminosa). O melilotus ou
trevo amarelo, chamada também de "flor do mel" tem origem em países
de clima temperado , como Portugal. Argentina, espanha e Itália, por exemplo,
têm grandes produções Com um aroma bem característico a planta Melilotus
officinalis, ou simplesmente meliloto, é eficaz no tratamento de problemas
circulatórios. A erva também conhecida como trevo-cheiroso nasce às margens de
trilhas de forma natural, dando preferência a solos argilosos e salinos. A partir do meliloto ensilado e apodrecido forma-se o dicumarol. O seu uso na alimentação do gado ocasiona uma
doença caracterizada por um sindroma
hemorrágico que pode ser mortal, mas que se cura pela mudança de um
alimento por um outro, rico
de vitamina k, como a luzerna.
Verificou-se que as hemorragias aconteciam
depois do gado pastar em zonas onde abundavam as espécies de Melilotus albus
(meliloto-branco) e Melilotus officinalis (meliloto, meliloto-amarelo ou
trevo-de-cheiro). Para além disto, também se verificou uma maior incidência de
hemorragias internas quando o clima estava mais húmido. Posteriormente,
descobriu-se que um clima húmido era propício ao desenvolvimento de certos
fungos como Penicillium nigricans e Penicillium jensi e que estes pareciam ser
parte integrante da doença. Este fenómeno ficou conhecido como doença do trevo
doce (‘sweet clover disease’) e começava a manifestar-se 15 dias após a
ingestão de trevo doce infetado, caracterizada por uma diminuição progressiva
da capacidade de coagulação, ocorrendo hemorragia interna, que geralmente era
fatal, passados 30 a 50 dias. Entretanto
dois médicos veterinários, Schofield e Roderick, descobriram que a doença do
trevo doce era reversível se o trevo doce infetado fosse retirado da dieta dos
animais ou se os animais doentes fossem transfundidos com sangue fresco. Posteriormente, Roderick demonstrou que o
distúrbio na coagulação se devia a uma redução da atividade da protrombina. O dicumarol actua como antivitamina k pois
evita a formação de protrombase no sangue, perdendo este a propriedade de coagular A partir dessa
atividade do dicumarol foi desenvolvido a Varfarina (medicamento
sintético). Por isso pacientes que utilizam varfarina e acenocumarol
não podem fazer o uso exagerado de plantas que
contém cumarinas, pois ocorre potencialização do efeito podendo levar a
hemorragias graves. O
aproveitamento das características medicinais da planta está absolutamente
desaconselhado a indivíduos que estejam a tomar medicação anti coagulante, a
crianças, lactantes e grávidas.
A Medicago sativa
L., conhecida pelos nomes comuns de luzerna e alfafa, é também uma
leguminosa perene, pertencente à família Fabaceae e subfamília Faboideae,
amplamente utilizada como alimento para ruminantes em regiões de clima
temperado e seco. Parente próxima da geneticamente modificada alfafa (M.
sativa), a luzerna-preta é a sua melhor alternativa, tanto para
alimentação do gado como para consumo humano. Originária da Ásia e do norte de
África, a Luzerna, também conhecida por Alfafa, é amplamente utilizada
na Europa Central. Os árabes
apelidavam-na de "al-fac-facah", o que signifca "pai de
todos os alimentos" ou “ o melhor alimento” e era dada aos cavalos, de
forma a torná-los mais fortes. As suas raízes, capazes de absorver nutrientes pouco acessíveis à
maioria das plantas, tornam a Luzerna uma das principais forrageiras
para produção de feno que se conhece, sendo amplamente cultivada em todo o
mundo para este fim. É também empregada na alimentação humana em muitos países
e suas flores são muito melíferas. É
rica em nutrientes, incluindo proteínas,
minerais(ferro, cálcio cobre, fósforo, manganês, ferro, zinco, flúor,),
pró-vitamina A , ácido fólico e rica em vitamina k

e vitaminas do complexo
B,C,D sendo indicada contra o escorbuto
e o raquitismo, e isoflavonas (especialmente
nas sementes). Entre nós, o seu consumo é restrito às dietas vegetarianas e ao
consumo dos brotos de sementes germinadas. A literatura etnofarmacológica
recomenda que as preparações desta planta não devem ser administradas para
pacientes com doenças autoimune, como a artrite reumatoide e, que seja evitado
seu uso em doses excessivas porque podem causar a destruição de células vermelhas
do sangue As sementes, quando germinadas, são populares, como salada de brotos.
A alfafa apresenta propriedades terapêuticas que incluem a redução do
colesterol plasmático (saponinas) e atividade estrogénica. Uma possível
associação entre alfafa e lúpus eritematoso sistêmico foi descrita e atribuído
ao constituinte tóxico canavanina, que é um análogo estrutural da arginina e
pode interferir nas funções desta. As ervas desta planta medicinal são
altamente nutritivas, boas para a glândula pituitária, hipófise, alcaliniza o
corpo rapidamente e desintoxica o fígado. Externamente é utilizada em feridas.
É usada como uma erva de banho e óptima para os cabelos. A raiz pode ser descascada,
seca e desfiada para ser usada como uma espécie de escova de dentes natural,
pois a planta possui propriedades medicinais para combater a halitose
(mau-hálito). As flores e as folhas podem ser comidas em forma de salada ou
cozidas na panela. O broto pode ser cozinhado e depois comido em forma de
legume na salada. A planta, além de ser rica em clorofila e cálcio, possui
vitamina C, vitamina K, ácido fólico, e várias outras substâncias. O consumo da
erva é considerado muito seguro, porém deve-se evitar ingerir grandes quantidades de brotos, pois os mesmos contêm
alcaloides. A alfafa é explorada comercialmente para a extração de clorofila.
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